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07/10/2011

Saibamos confiar

SAIBAMOS CONFIAR

“Não andeis, pois, inquietos”.
Jesus – Mateus 6-31.

Jesus não recomenda a indiferença, a irresponsabilidade.
O Mestre que preconizou a oração e a vigilância como atitudes positivas, não aconselharia a despreocupação do discípulo, ante o acervo de serviço a fazer.
Pede apenas combate ao pessimismo crônico.
Claro que estamos a pleno trabalho, na lavoura do Senhor, dentro da ordem natural que nos rege a própria ascensão.
Ainda seremos defrontados, inúmeras vezes, por pântanos e desertos, espinheiros e animais daninhos.
Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que nos dirige.
Em todos os lugares, há derrotistas intransigentes.
Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o Sol fulgura no zênite.
Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas.
Marcham atormentadas por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre.
Aflitos e angustiados desorientam-se, a propósito de obstáculos mínimos. Inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte, e, se pudessem, pintariam de negro o firmamento, para que a mente do próximo lhes partilhe a sombra interior.
Na Terra, Jesus é o Senhor que se fez sevo de todos, por amor, e tem esperado nossa contribuição na oficina dos séculos. A confiança d Ele abrange as eras, sua experiência abarca civilizações, seu devotamento nos envolve há milênios...
Em razão disso, como adotar a aflição e o desespero, se estamos apenas começando a ser uteis?
Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um exército imenso que se movimenta ao receber a ordem de comando, espalham-se por toda a face da Terra. Semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos.
Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.
As grandes vozes do céu ressoam como o toque da trombeta e os coros dos anjos se reúnem. Homens, nós vos convidamos ao divino concerto: que vossas mãos tomem a lira, que vossas vozes se unam, e, num hino sagrado, se estendam e vibrem de um extremo do Universo ao outro.
Homens, irmãos amados, estamos juntos de vós. Amai-vos também uns aos outros e dizei, do fundo de vosso coração, fazendo a vontade do Pai que está no Céu: “Senhor! Senhor!” e podereis entrar no Reino dos Céus.

O Espírito da Verdade
(Prefácio de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”)




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